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© Miguel Boim, 2017-2019.

PASSEIOS PEDESTRES

Um recanto nos arredores da urbe.
Créditos fotográficos:
Maria João Marques

De dia, na subida da Floresta.
Créditos fotográficos:
Madalena Nunes

De regresso à Vila, depois da Floresta.
Créditos fotográficos:
Maria João Marques

Uma arcada de outros tempos.
Créditos fotográficos:
Maria João Marques

Por um túnel de vegetação na noite.
Créditos fotográficos:
Frederico Almeida Santos

A doce penumbra.
Créditos fotográficos:
Miguel Boim

quando se sai do mundo em que se vive

    É natural que, vindo de ambientes diferentes, mais urbanos e até citadinos, as pessoas desconheçam o que a casa Serra de Sintra tem dentro.

   É uma casa que tem uma das mais belas verdes decorações.

   É uma casa que tem muitos inquilinos. São inquilinos que fazem com que muitos de nós por eles se apaixonem, pois gostam de viver a sua vida de forma isolada e optam por viver uma vida de quase invisibilidade. Apenas se manifestam quando comunicam entre si, entre os seus semelhantes.

   É uma casa que tem nas paredes da sua história infinitos episódios cobertos pelas camadas dos tempos, que falam de um Portugal imenso que já não existe. Que falam de seres humanos que aqui viveram, que por aqui passaram, que aqui amaram e odiaram. E que também eles já não existem.

   A Serra de Sintra é uma casa que para quem vem de fora – e quem não teve uma vivência próxima, ou até dentro de si – tem os perigos que qualquer floresta proporciona – e também corre. Tem a fauna que não vê, e tem a história que dificilmente conhecerá. É por isso um espaço, uma área do território da República Portuguesa que se encontra protegida por lei, sendo necessários vários cuidados e licenciamentos para nela se andar.

 

   São esses licenciamentos e cuidados que, através do ICNF e do Parque Natural Sintra-Cascais, permitem com que tudo o que se encontra dentro desta casa e que a maior parte das pessoas não observa – mesmo vendo as mais belas paisagens – se encontre protegido. Mas que seja também proporcionado, dado a conhecer e a ver, aos demais.

  É natural que desconheça ou que não tenha consciência, que o ruído, a algazarra, a risada de morte, perturba, excita, a fauna da Serra. A agitação provocada seria como se ouvisse uma altercação intensa e nem conseguisse perceber o que se passava, à medida que essa decorria mesmo à beira de sua casa. Sem saber sequer se essa agitação lhe iria entrar porta adentro.

   O uso descuidado das luzes e flashes fazem com que essa agitação da qual falei perturbe sobremaneira quem está na sua casa da Serra de Sintra. Além do mais, torna-se um perigo para os próprios incautos, pois na noite, várias lanternas fazem com que a aproximação de um veículo não se torne destacada em seus faróis. E o mesmo é válido se não existir silêncio.

  Como estas actividades se destinam a transmitir o Património Material e Imaterial da Serra de Sintra, se a Serra de Sintra, a sua história, a sua fauna e flora, são o focus das actividades, que melhor maneira de as viver se não em silêncio, no meio de um ambiente que se encontra distante do seu, numa casa que lhe é completamente desconhecida?

   A realização destas visitas só é possível devido ao cumprir de uma série de trâmites legais. Como disse, são necessários vários licenciamentos, o contacto com diversas autoridades, tendo inclusivamente de existir vários cuidados com os percursos a serem percorridos e a serem licenciados. 

   Estas actividades, inseridas no enquadramento legal do Turismo de Natureza, obedecem também ao regulamento da Carta de Desporto do PNSC, o qual poderá aqui consultar.

    Esta é uma casa que também pode ser sua.

a partir de que idade se pode participar?

    Por norma aconselho 12 anos como a idade mínima para participação nestas visitas, deixando no entanto a participação das crianças à consideração dos seus pais ou tutores, desde que os mesmos tenham em conta as duas características mais importantes para o caso: a distância (média de seis quilómetros) e o silêncio.

   

    Para a visita A Mão da Inquisição em Sintra, aconselho que a idade para participação seja mais de 16 anos.
 

e se chover?

    Estes passeios realizam-se somente se estiverem reunidas as condições mínimas de segurança - nas quais a chuva logicamente tem influência. Pelo aspecto meteorológico, tentam ser realizados sem chuva. Quando têm de ser cancelados devido à chuva (quer do próprio dia, quer dos dias anteriores que tenham tornado impraticáveis certas partes dos caminhos), os responsáveis pelos grupos de inscrições são avisados telefonicamente até 1h30 antes do início previsto. 

     O passeio poderá também ter de ser cancelado no próprio início, caso nessa 1h30 tenha começado a chover. 

   

    Em caso de cancelamento existirá sempre a opção de devolução do valor pago e cancelamento das inscrições, ou se preferir, o manter das inscrições para outra data que mais conveniente vos for, visto que realizo estas visitas semanalmente.

Mais abaixo nesta mesma página pode encontrar a lista de temas disponíveis!

rnaat 1808/2017

A Lua Cheia lentamente a abeirar-se do Castelo.
Créditos fotográficos:
Frederico Almeida Santos e Miguel Boim

Na Serra de Sintra, com vista para as planícies do Norte.
Créditos fotográficos:
Lovelisbonne

A chegada ao místico nevoeiro.
Créditos fotográficos:
Pedro Grilo

Com vista para uma imensidão entre luzes adormecida.
Créditos fotográficos:
Maria João Marques

Fachadas e brasões que escondem sepultamentos Reais.
Créditos fotográficos:
Maria João Marques

Antes da entrada Serra, com histórias da história dessa.
Créditos fotográficos:
Esraíta Araújo

O Castelo, numa noite de verde névoa.
Créditos fotográficos:
Maria João Marques

Em mais uma noite evocando séculos passados.
Créditos fotográficos:
Frederico Almeida Santos

O Castelo escondendo-se no nevoeiro.
Créditos fotográficos:
Frederico Almeida Santos

Dos anos de 1700, erguendo-se à frente do nevoeiro.
Créditos fotográficos:
Miguel Boim

A Lua Cheia sobrevoando lentamente a Serra.
Créditos fotográficos:
Miguel Boim

A MÃO DA INQUISIÇÃO EM SINTRA

Na região, todos os casos confluíam para o tribunal de Lisboa. Mas e de Lisboa, o que vinha? E o que se passava aqui, na Vila de Sintra, enquanto as pessoas ansiosamente aguardavam os autos-de-fé da capital do Reino?

Os processos, as histórias e os ambientes então vividos trazem luz sobre uma série de sombras criadas pela fantasia, ao mesmo que levantam o véu que oculta no passado algumas das histórias cuja realidade trajada de fantasia, consegue fazer esquecer toda e qualquer invenção.

Os hábitos, os costumes, as denúncias e as histórias, envoltas no ambiente nocturno de um dos lugares mais propícios para levar a mente até ao passado.

VIDA ÍNTIMA EM SINTRA

 

De uma pequena Vila, de um pequeno Mundo que sempre nas sombras da terra e nas noites da Serra fazia crescer inúmeras histórias de fantasia, que se consegue avivar da realidade no passado vivida?

Os hábitos, os jeitos, os segredos e intrigas, as emoções e vivências, tudo nas palavras que ouvirá num passeio nocturno que correrá séculos e que fará, através de si, sentir todo o viver do passado.

VIDA E MORTE NO CONVENTO DOS CAPUCHOS

DA SERRA DE SINTRA

Isolar-se-á no próprio Mundo em que vive e percorrerá os séculos até às histórias da História, até às histórias de um dos mais belos, rústicos e místicos lugares de Sintra.

 

Os seus hábitos, as suas vivências em dia e em noite, as visitas e revisitações, e os medos que esse ermo da Serra fazia crescer em cada sombra dos dias que feneciam.

 

Uma tarde que poderá para si em memória guardar, tal como os antigos livros de séculos passados guardaram memórias que não espera encontrar.

LENDAS E HISTÓRIAS MEDIEVAIS DE SINTRA

A caminho do Castelo encontraremos lendas de Sintra que pretenderam reavivar o passado medieval da Reconquista. E do topo, de um dos pontos de vigia do Reino, veremos conhecidos cavaleiros da História de Portugal nos campos em redor da Serra.

 

Monges de vida desonesta, barbeiros forçados a pegar em armas e vizinhos matreiros; caminhando debaixo das copas de Sintra - e ainda sentindo o resfolegar dos cavalos - conhecerá as Lendas e Histórias Medievais de Sintra!

SINTRA, MAGIA, SONHOS E FEITIÇARIA

No que hoje sonhou - tendo-o esquecido ou lembrando-o - cumpriu o que muitas das figuras da história também viveram: a magia que no estranho da vida se encontra sempre presente, e o bizarro, que por temor ou falso enlevo, parece em feitiço ter assim sido lançado.

Nesta caminhada nocturna realizada em Sintra, prepare-se para ouvir o que algumas personagens do passado aqui sonharam, aqui na Serra viram, e aqui na noite em contadas lendas temeram.

O REINO DOS AMORES DE SINTRA

Tendo a montanha mágica defronte de nós, onde longas chuvas de um choroso céu caem quando as brumas envolvem a Serra, onde lágrimas de sôfregos amantes escorrem quando esses abrigo e conforto procuram, mergulharemos no passado da história de Portugal, indo além dos factos e das datas, entrando nos corações dos Humanos que aqui viveram alguns de seus desfeitos sonhos, que aqui em contentamento alcançaram algumas das suas mais intensas emoções.

 

Chegando ao centro da Vila de Sintra, poderemos ver algumas das edificações de outros tempos que em sua alma guardam ainda esquecidas histórias de amor, histórias de amor dos momentos em que o sol nascendo esperança reacendia, em que os regatos resplandecendo faziam com que limos como verde veludo envolvendo, se desprendessem das pedras representando corações de mágoa frios que aqueles antes guardavam.

Para que se consiga compreender o misticismo da Serra de Sintra, entraremos depois no seu verde e rendilhado manto de arvoredo, até dos cumes observarmos o centro onde com as histórias do passado antes nos encontrámos.

Desceremos então, ouvindo o vento e as águas que pela montanha correm, até chegarmos às imediações da população, onde os nossos olhos encontrarão na distância em campo aberto, o Atlântico, águas e marés que fazendo deslizar antigas embarcações, pessoas de longe trouxeram para em Sintra com seu coração se reencontrarem.

As ideias e emoções tão ambiciosas como quase por vezes fatídicas - às quais se dão o nome de sonhos -, e que em nós deixam as maiores marcas da nossa existência, no abandonar do percurso deixarão os sentimentos e as saudades de outros que no passado tendo vivido, nos fizeram em nosso íntimo lembrar as histórias que nós próprios já vivemos.

SINTRA:

DOS FANTASMAS DO CASTELO

ÀS APARIÇÕES DA SERRA

Nos esquecidos livros, cartas, e diários de outros séculos, encontram-se as histórias de Sintra que levam a realidade a superar a ficção.

É partindo daí, que percorrendo parte da Vila e Serra sentiremos as noites de outros tempos chegarem, em que os fantasmas, aparições e sortilégios, eram verdades com as quais os nossos antepassados viviam.

Lendas e histórias lendárias enriquecerão a noite nas paragens que nos levarão até aos antigos tempos da mística Serra de Sintra.

SERRA DE SINTRA ENTRE LOBOS

Se nas habituais visitas nocturnas consegue reconhecer por entre a folhagem, por entre os arcos que definem a velha história de Serra e Vila, as velhas histórias da história de tão estranhos contornos que havendo no passado sido escritas por nomes que lhe são hoje familiares, na Serra de Sintra Entre Lobos viajará pelo arco negro do grande céu pontilhado por estrelas mil, até um passado que sempre pensou impossível de conhecer. Trata-se do passado mais selvagem da mais virgem Serra de Sintra.

O vibrar da folhagem anuncia o vento na qual se escondem o Falcão Peregrino, a Águia de Bonelli, na folhagem da qual sai o Bufo Real em longos vôos, coruja que anseia na noite vislumbrar o movimento de uma lebre, a passagem de um descuidado pombo.